Roberto Cardoso - robertocardosofreire.com.br
Comportamento
Quarta - 16 de Setembro de 2009 às 15:42

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Por que comer é tão bom? A resposta pode estar na cabeça, não no estômago, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quinta-feira.

Exames feitos em ratos mostraram que o hormônio do apetite, o ghrelin, atua nos receptores de prazer que ficam no cérebro.

As descobertas podem ajudar os pesquisadores a desenvolver remédios melhores para dietas.

"Em ratos e camundongos o ghrelin dispara os mesmos neurônios que uma comida gostosa, experiência sexual, e muitas drogas recreativas; isso são neurônios que dão a sensação de prazer e a expectativa de recompensa", escreveram os pesquisadores na edição de sexta-feira do Journal of Clinical Investigation.

"Esses neurônios produzem dopamina e estão localizados em uma região do cérebro conhecida como área ventral tegumentar", escreveram os estudiosos, comandados pelo Dr. Tamas Horvath, da Yale University School od Medicine, que fica em Connecticut.

A equipe de Horvath descobriu que o ghrelin, descoberto somente na década passada, age em uma estrutura molecular das células cerebrais conhecida como GHSR.

De acordo com os cientistas, quando o hormônio é colocado nessa área dos cérebros dos ratos, eles comem tão ferozmente como quando ficam a noite inteira sem digerir alimentos.

Vários hormônios são conhecidos por seu envolvimento na alimentação e no apetite, e estudos mostraram que a capacidade de influenciá-los pode afetar o ganho de peso em ratos e camundongos. Influenciar o comportamento alimentar humano, no entanto, é muito mais difícil.

Horvath disse que pode ser possível desenvolver uma droga que interfere com o GHSR e deste modo ajudar as pessoas com desajustes alimentares.




Fonte: Homenews

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